- O lançamento aumentará a frequência de conexão e a capacidade do serviço
- A SpaceX lançará os cinco satélites da Sateliot a bordo da missão Transporter-18, a partir da Base da Força Espacial de Vandenberg, na Califórnia, com o lançamento previsto para as 20h18 em Espanha
Barcelona, 29 de setembro de 2026. – A Sateliot, operadora europeia de telecomunicações por satélite, prevê lançar cinco novos satélites com a SpaceX esta quinta-feira, com o objetivo de ampliar a capacidade da sua rede IoT 5G NTN e aumentar a frequência de conexão em zonas sem cobertura móvel terrestre. Com esta missão, denominada Draconis, a empresa elevará para onze o número total de satélites lançados desde a sua fundação e dará mais um passo no desenvolvimento comercial de uma tecnologia que já foi validada com sucesso.
O lançamento permitirá reduzir o tempo entre as passagens dos satélites e aumentar o número de oportunidades de conexão disponíveis para os dispositivos. Em média, o número de passagens diárias duplicará, enquanto o tempo de revisita será reduzido para metade. Os cinco novos satélites incorporam também melhorias tecnológicas em relação às quatro unidades lançadas em 2024, incluindo uma carga útil otimizada e um sistema mais fiável e eficiente para o armazenamento de dados a bordo.
Os novos satélites contam ainda com versões atualizadas do computador de bordo e do sistema de controlo de atitude, proporcionando maior estabilidade e permitindo manobras em órbita mais eficientes, bem como sistemas de memória com maior resistência às condições extremas do ambiente espacial, em particular à radiação.
Estas cinco unidades, que irão orbitar a uma altitude de 510 km, incorporam a tecnologia de conectividade desenvolvida pela Sateliot para a sua rede IoT 5G NTN e foram fabricadas pela Alén Space. Cada satélite mede 20 x 10 x 35 centímetros, pesa 10 quilogramas e tem uma vida útil operacional prevista de cinco anos. A maturidade da plataforma permitiu que os satélites fossem concebidos e fabricados em metade do tempo necessário para a missão anterior.
Os satélites funcionam como torres de telecomunicações no espaço, alargando a cobertura dos operadores móveis através de acordos grossistas e permitindo-lhes oferecer serviços de Internet das Coisas em áreas fora do alcance das redes terrestres.
A Exolaunch foi responsável pela integração e logística da missão. Os satélites serão lançados a bordo da missão Transporter-18 da SpaceX, através de um Falcon 9, a partir da Base da Força Espacial de Vandenberg, na Califórnia, com o lançamento previsto para 1 de outubro, às 20h18 em Espanha, sujeito a possíveis alterações de última hora. O segmento terrestre da constelação inclui ainda a KSAT e a Leaf Space como parceiros tecnológicos para as estações de rastreamento e controlo, enquanto a Comfone fornece serviços de conectividade IPX para permitir a interligação segura da rede da Sateliot com os operadores móveis.
A próxima geração
Os cinco novos satélites fazem parte de uma única constelação de mais de 500 satélites, que irá evoluir através de sucessivas gerações tecnológicas, avançando do IoT massivo para serviços de maior capacidade e aplicações de missão crítica, incluindo capacidades D2D.
A partir de 2027, o Tritó marcará o início desta evolução tecnológica, incorporando tecnologia 5G NR NTN e novas capacidades para comunicações IoT seguras, de maior capacidade e mais resilientes, suportadas por uma inovadora tecnologia store-and-forward baseada no 3GPP Release 19. O Tritó contará também com uma arquitetura avançada de antena digital multifeixe com tecnologia phased-array, capaz de gerar e gerir dinamicamente múltiplos feixes de cobertura.
Este roteiro inclui também o acordo previamente anunciado com a PLD Space para uma missão dedicada a bordo do MIURA 5, que permitirá à Sateliot continuar a desenvolver o ecossistema Tritó rumo a novas capacidades D2D.
Em paralelo, a Sateliot está a trabalhar numa ronda de financiamento Série C de 100 milhões de euros, destinada a acelerar o desenvolvimento da sua próxima geração tecnológica, avançar na industrialização da empresa e escalar novas capacidades. Até à data, a empresa captou aproximadamente 100 milhões de euros e prevê atingir 500 milhões de euros em receitas até 2030.
Segundo Jaume Sanpera, CEO e cofundador da Sateliot, “A missão Draconis reflete de forma muito clara o momento em que a empresa se encontra atualmente. Validámos a tecnologia e estamos agora a aumentar a capacidade e a frequência do serviço para o escalar em conjunto com os operadores móveis. O nosso objetivo é tornar a conectividade por satélite uma extensão natural das suas redes onde quer que a cobertura terrestre não consiga chegar e, sobre essa mesma infraestrutura 5G normalizada e interoperável, evoluir para serviços cada vez mais críticos e resilientes. Estamos a construir uma infraestrutura europeia de telecomunicações baseada em tecnologia própria e no padrão 3GPP, com ambição global.”
Sobre a Sateliot
A Sateliot é uma empresa europeia de telecomunicações por satélite, com sede em Barcelona, fundada em 2018. Implementou a primeira constelação de satélites LEO baseada no padrão 3GPP (Release 17 NTN), permitindo que dispositivos comerciais NB-IoT NTN standard se conectem diretamente a partir do espaço, com cobertura intermitente, através de um inovador sistema store-and-forward.
A sua tecnologia integra de forma transparente redes terrestres e por satélite para proporcionar conectividade IoT 5G acessível onde as infraestruturas convencionais não conseguem chegar, evoluindo simultaneamente para acesso 5G NR D2D em tempo real.
Enquanto interveniente estratégico na soberania digital europeia, a Sateliot está a impulsionar uma conectividade segura e acessível e prevê lançar os seus satélites Tritó de nova geração em 2027, abrindo caminho para a conectividade 5G NR D2D a partir do espaço, com o objetivo de eliminar lacunas de cobertura e democratizar a conectividade para aplicações de dupla utilização em todo o mundo.


